O LAGO DE CORUPUTUBA

A foto acima obtive em 1967 com a minha antiga Bieka. É o lago da Fazenda Coruputuba, em Pindamonhangaba.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O avô pedagogo e a neta aprendiz


Minha neta Pietra, filha da Paty, está quase completando quatro anos. Ela gosta de ser chamada de Biê, apelido carinhoso que ganhou na intimidade da família.

Aliás, a Paty também tem um apelido para mim: Lito.

Certamente foi assim: Paulo > Paulito > Lito

Mas voltemos à Pietra.

Veio me contar, muito contente: “Vovô, a minha letra é a sua letra e é a letra da mamãe!”

Correu, foi buscar o caderno, sentou-se ao meu lado e fez este desenho:
 

Fiquei entusiasmado: Nossa, Pietra! Que legal, você já sabe fazer a letra P, é isto mesmo, parabéns!

Para fazer a festa render mais um pouco, peguei o caderno e escrevi:
 
E já fui explicando: Aqui está escrito Pietra. Aqui, Patrícia. E aqui, Paulo. Agora, fala para mim:

O que está escrito aqui?
 
E ela respondeu: BIÊ!

Expliquei: É Pietra, está escrito Pietra...

E passei para a segunda palavra:

Aqui, o que está escrito?
 
Bem feliz, ela disse: MAMÃE!

Pedagogicamente, ensinei: Está escrito Patrícia, é o nome da sua mamãe.

E passei para a terceira lição.

E aqui embaixo, o que está escrito?
  
Pietra não teve dúvida: VOVÔ!

Eu ponderei com ela: Pietra, aqui está escrito o nome do vovô. O que está escrito?

Já cansada da aula, ela bradou: LITO!

E foi para o sofá, brincar com os cachorrinhos.

*     *     *

Texto de Paulo Tarcizio da Silva Marcondes