O LAGO DE CORUPUTUBA

A foto acima obtive em 1967 com a minha antiga Bieka. É o lago da Fazenda Coruputuba, em Pindamonhangaba.

domingo, 10 de setembro de 2023

A Vó de Pinda

 

Casa da Vó de Pinda, na Rua Gregório Costa. 
Do tempo antigo só sobrou essa casa na Gregório Costa. 
A entrada era pelo portãozinho no lado esquerdo.


Meu pai, o Professor Francisco, era filho de Francisco Carlos Marcondes e Maria Clara Fonseca Marcondes.

Infância de meu pai foi na Fazenda Itapecirica, em Taubaté. Adolescência dele foi estudando no Seminário Diocesano de Taubaté. Deu aulas, mais tarde, no colégio desse mesmo seminário.

Depois, quando já estava casado com minha mãe, ele trabalhou como operário na tecelagem da CTI, Companhia Taubaté Industrial, onde ainda existe aquele enorme relógio que dá para ver da Dutra.

Não conheci o meu avô paterno, Francisco Carlos Marcondes, o Nhonhô Marcondes. Era dono de um comércio em Taubaté, no Bairro de Itapecirica. Ele faleceu vários anos antes de eu nascer. Mas conheci a minha avó paterna, Maria Clara Fonseca Marcondes. Era a "Vó de Pinda", para diferenciar da nossa avó materna que morava conosco. A vó de Pinda tinha se mudado de Taubaté para Pinda.

Mudou-se para Pinda para acompanhar o seu filho caçula, o Jota Marcondes, menino ainda, que tinha vindo trabalhar na farmácia do Seu Arlindo Paim (onde hoje fica a Churrascaria Gramado, perto do Largo do Cruzeiro).

Além do meu pai, Professor Francisco, e do Jota Marcondes, a Vó de Pinda tinha também os seguintes filhos, todos nascidos e criados em Taubaté: Geraldo, Maria, Luís, Nazaré (Dala), e Aparecida.

Tio Geraldo morreu moço, de doença. Grande tristeza foi o meu Tio Luís, que morava em São Paulo e trabalhava na Light. Foi desligar uma chave de alta tensão, que ele não sabia que estava energizada. Foi jogado longe. Agonizou no hospital quase vinte dias.

Tia Maria foi casada com Seu Durvalino e era mãe de minhas primas Janda e Heleninha. Morou muitos anos numa casa em frente ao Rodrigo Romeiro.

Tia Cida foi morar em Coruputuba e, depois, na Vila São Benedito. Era casada com o Seu Sebastião Enfermeiro e era mãe do meu primo Valério.

A Vó de Pinda morava na Rua Gregório Costa (rua que começa no largo de São José e vai em direção à estão de trem). A casa onde ela morou ainda está em pé.

Eu tinha uns cinco ou seis anos quando fui com a mãe visitar a Vó de Pinda. O que ficou na minha lembrança foi a escuridão da casa. Não tinha tantas janelas como a nossa casa de Coruputuba, sempre arejada e clara.

Na cozinha, um fogão a lenha, com os tições crepitando. Com uma chaleira esquentando e, no canto, um bule bonito, meio velho, era um bule de esmalte verde com flores azuis. Nós falávamos na época: era um bule de ágata.

As paredes pretas de fuligem, o telhado enegricido de picumã, a iluminação natural entrava por uma telha de vidro lá em cima. A vó estava passando roupa com um ferro grandão e pesado. Ela puxou umas brasas do fogão, encheu o ferro e ficou balançando, para manter as brasas acesas.

A chaleira ferveu, ela passou café no coador de pano, tomei o café gúti-gúti, numa caneca de folha e depois me sentei na soleira da porta da cozinha, mastigando um pedaço de pão.

Alguém pode estranhar eu dizer que tomei café gúti-gúti. Isto quer dizer, beber de uma vez toda a caneca de café para só depois comer o pão. As crianças faziam assim. Só os adultos que ficavam dando uma dentada no pão e bicando gole de café.

Comi o pão e falei pra mãe: “Mãe, tô precisando”. A vó escutou e mandou eu ir na casinha, no fundo do quintal. Antigamente falavam assim: casinha, em vez de falar banheiro. Na "casinha", a privada era de buraco.

Fui lá fazer o que eu tinha que fazer. O quintal, saindo da porta da cozinha, ia baixando, todas as casas da rua eram mais altas do que os quintais. Vejam que a Rua Gregório Costa fica num tope de morro, os quintais vão descendo para o fundo do quarteirão.

O quintal tinha uma horta pequena, cercada de taquara por causa das galinhas. Uma ou outra bananeira e nas beiradas crescia capim e uns pés de mamona.

No fim do quintal, lá embaixo, uma cerca separava do bambuzal da beira do ribeirão. Hoje eu sei que o ribeirão que passava ali era o córrego do Tabaú. Bom, ainda passa, mas passa canalizado, debaixo da Alfredo Valentini e da Coronel José Francisco.

Papai não foi nessa visita que fizemos para a Vó de Pinda. Não dava para sair todo mundo de casa, e ele dava aula de tarde.

Talvez em 1960... não sei. A vó de Pinda mudou para Lorena, foi morar lá com a Tia Dala (Maria Nazaré), que trabalhava num hotel. Fui lá uma vez, com minha mãe (nosso pai já tinha falecido). Fomos na casa da vó, com um quintalzinho na frente da casa. Ela tinha uma galinha que obedecia tudo que ela mandava: Vem beber água!, vai ciscar no quintal!, vem pra dentro! A galinha dormia dentro de casa. Parecia um cachorrinho obediente, a vó ficava conversando com ela.

Depois fomos ver a Tia Dala no hotel. Uma escada alta, alta... degraus de madeira envernizada.

Quando a vó de Pinda - que já era Vó de Lorena - ficou doente, minha mãe foi passar algumas semanas com ela, para tomar conta, dar os remédios, conversar. A nossa avó paterna, Dona Maria Clara Fonseca Marcondes, morreu em 1963.

Minha mãe não foi ao enterro em Lorena, mas o Zaga foi. Ele já era mocinho, tinha dezoito anos, estava no Científico.

Depois ele me contou da casa, que eu já tinha conhecido antes dele. E me contou uma coisa que fiquei com dó. A galinha mansa não queria ir para o quintal, quis ficar no velório, ficava rodando pela sala, procurando...procurando... acho que querendo escutar aquela voz que ela tanto obedecia...

sábado, 10 de junho de 2023

SEU MIGUELZINHO FUNILEIRO




 Ana Clara falou: Paulo, vamos na casa do Seu Miguelzinho da Dona Benedita?

Eu já sabia o que que era e fui buscar as latas vazias que a gente vinha guardando, já tinha um monte debaixo do tanque. Peguei a sacola de compra e nós dois enchemos a sacola.

Lata vazia de leite condensado, de ervilha, de salsicha, de toddy, de vic maltema, de nescau, lata de óleo, das quadradas e das redondas, de óleo Sol Levante, lata de manteiga Aviação, umas latas maiorezinhas, de leite em pó, de pêssego. Até umas latas de marmelada, de goiabada, figada, de doce marrom glacê. Um monte de lata vazia.

E fomos nós dois. Era tempo de frio, mas o sol ainda não tinha chegado nos galhos mais altos dos eucaliptos. Ia demorar para escurecer.

Indo em direção da linha, dobramos na casa do Seu João da Ponta, era a Rua Nossa Senhora Aparecida, que acompanhava a linha do trem. Passamos em frente à casa dos Paiva, dos Machado, dos pais da Verinha, a casa do Seu França, do Du, a casa do Seu Dionísio e, por útimo, a do Seu Fusco. Na guarita do portão da fábrica, Seu Dionísio jogava xadrez com um amigo.

A estradinha dobrava à esquerda no muro da fábrica e logo dobrava à direita, a gente foi indo pela Vila Bela. Tem gente de Coru que não chegou a conhecer a Vila Bela, a primeira que foi desmanchada quando instalaram a celulose. A rua passava meio apertada entre o muro e as casas. Passamos pela casa da Nair Macedo. O Tião, irmão, dela estava na varanda, falou oi.

E chegamos na Vila Campineira. Ali moravam muitos conhecidos. Passamos no barracão de tomate da família Yoshinaga, a casa dos meus colegas Magalhães, o Rubens e o Guido. Outro dia a gente ia voltar lá para comprar um porquinho, que eles criavam. Mais para a frente, a casa do Seu Pedro Moreira, que cortava cabelo da gente. Pai dos nossos amigos , o Mauro, o Zé, o Nelson e outros menores.

Mas a gente já tinha chegado na casa do Seu Miguelzinho Funileiro, Ana Clara falou Ó de Casa! E a Dona Benedita veio atender a gente, mandou entrar. A Clélia não estava lá, nem o João Bosco. O Miguelzinho estava saindo com um colega, cruzou com a gente.

Eu estou falando toda hora no seu Miguelzinho Funileiro. Tem gente da cidade que vai pensar errado, achando que em Coruputuba tinha quem mexesse com funilaria de carro. Nada disso. Naquele tempo quase ninguém tinha carro. O Seu Miguelzinho era funileiro porque ele fazia funil de lata.

Seu Miguelzinho recebeu a gente alegrinho. Falou para Dona Benedita, traz um café pra eles. Done Benedita chamou Ana Clara lá pra dentro e fechou de novo o portãozinho, que já tinha sido vermelho. Fechou para a galinhada não entrar, nem a pata, nem o leitão. Seu Miguelzinho foi se sentar no banquinho debaixo do pé de manga. Pegou as nossas latas e começou a trabalhar. Primeiro ele tirava a tampa com o abridor, punha a lata em cima do cepo e ia martelando as beiradas cortantes com um martelinho de cabeça redonda. Alisava bem as bordas da lata, não podia ficar nada que cortasse a mão da gente. Depois pegava umas latas velhas dele mesmo e com a tesoura cortava uma tira, dobrava as beiradas da tira, martelava, arredondava a tira e soldava nas latas: era a asa da nova caneca.

E assim ele ia trabalhando e eu de cócoras ali juntinho, olhando tudo. Maquininha de solda dele, era solda de estanho.

Ana Clara conversando com Dona Benedita, vieram pro quintal, as duas de pé, só eu e o Seu Miguelzinho, ele sentado, eu sentei também numa raiz. Tomei café, bem fraco, bem doce, bem quente, numa caneca feita pelo seu Miguelzinho mesmo.

As galinhas foram chegando, os frangos, com o galo de crista vermelha, ainda estava claro, mas elas sabiam que era hora de se recolher. E foram pulando para os poleiros, mas não tinha poleiro, não tinha galinheiro. Elas subiam para os galhos das laranjeiras e do pé de pitanga. Achei muito interessante. No nossa casa tinha um galinheiro, que o pai tinha feito, lá não. Sempre depois eu lembrava disso: os frangos empoleirados no meio dos galhos das laranjeiras. Achei legal, parecia bicho do mato.

Começava a escurecer, Ana Clara pagou o serviço, enchemos a sacola de compra com as novas canecas e canecões. Tudo novo, tinha saído das mãos do Seu Miguelzinho. E fomos para casa. Começava a acender a luz amarela dos postes. Os sapos faziam uma festa no capinzal perto da casa do Seu Juquinha.

A gente não via sapo nenhum, só escutava as conversinhas deles. Hoje não tem mais sapo, não tem mais água para eles criarem, nem poça d'água tem mais. De primeiro tinha, na luz dos postes ficavam caçando mariposa, besouro.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Pindamonhangaba na década de 1950

 

CADEIA PÚBLICA (onde hoje se localiza a feira)



Agricultura

Propr. agríc. Existentes - 939
Propr. agric. com menos de 20 alqueires - 76
Propr. agric. de 20 a 50 alqueires -156
Propr. agric. de 50 a 100 alqueires - 71
Propr. agric. de 100 a 200 alqueires - 99
Propr. agric. de 200 a 500 alqueires - 37
Propr. agric. de mais de 500 alqueires - 177

Variedade de Culturas Praticadas: Arroz, mandioca, tomate, cenoura, milho, eucalipto, feijão, batata inglesa, batata doce, café, laranja, hortaliças, etc.

Valor global aproximado das propriedades agrícolas: Cr$ 81.541.000,00.

Comércio

Números de firmas taxadas no Imposto de Indústrias e Profissões: 568.

Relação das consideradas grandes firmas :

Calçados: Casa Cozzi, Sílvio Cozzi, Casas Excelsior, Irmãos Muassab, Santos, Santos Sperândio.

Ferragens: casa Brasileira, Aramdo Goffi, Oscar Schmidt, Irmãos Rabelo.

Padaria e Confeitaria: Argentino Ferreira de Carvalho, Antônio Augusto Rodrigues, Padaria Santo Onofre, Padaria São José, Padaria Coruputuba, Padaria da República. 

Fazenda e Armarinhos: Casa Dois Irmãos, A Imperial, A Paulicéia, Casa Nossa Senhora da Aparecida, Casa Cascata, Félix Samanha, Antônio Matias, Bargis Matias, Elias Farah, Maria Stela Vitorazzo, Miguel Jabor, Trajano Salgado.

Rádios e Matérias Elétricos: Casa Marconi, Prates da Fonseca & Cia.

Móveis: Brás Alves Pereira, Fernando Rosembaum, Marcus Fixer.

Secos e Molhados: Manuel Rodrigues Garcia, Francisco Piorino, Paulino Granato, Roberto Pereira de Almeida, Ponciano Pereira, G. Toledo Schmidt, José Geraldo de Azevedo Freire, Rosalah Souraty, Cerealista Irmãos Abatepaulo Ltda., Antônio Carlota. Alfaiatarias: Silvio Santoro, Pascoal Grecco, José Francisco de Oliveira, José Cardoso, Americano Alfaiate.

Materiais para Construção: Moacir Freyre & Cia., Lorival de Freitas & Cia., Manuel Canuto Vieira, Casa Brasileira.

Automóveis e Acessórios: Irmãos Valentini Ltda. (Pontiac, Vauxhall e Belford), Eduardo Pires de Moura.

Frutas: Antônio Francisco Nogueira.

Bicicletas: Calói & Heringer.

Modas e Confecções: Puresa Ferreira.

Salão de Beleza: Jovalino Antônio Lisboa.

Louças e Vidros: Sebastião Simão.

Indústria

Número de Indústria Taxadas no Imposto de Industria e Profissões: 64.

Número de operários trabalhando nas indústrias: 1721.

Capital invertido na indústria no município: Cr$ 30.108.285,70.

Relação das consideradas grandes indústrias :

Fábrica de Papel, papelão e cartolina: Cia. Agrícola e Indústria Cícero Prado.

Tecidos de Juta: Cia. Fabril de Juta Taubaté.

Fábrica de Botões: Heitor, Lini & Cia.

Capas para Garrafas (palhões): Koehler Asseburg & Cia. Ltda.

Fábrica de Amido de Mandioca: F.A.S.A.

Fábrica de Bebidas e Refrigerantes: Irmãos Amadei.

Serraria: Shingai Higuchi & Fukuda.

Adubos: Adubos Taubaté Ltda.

Fábrica de Palhas para embalagem: Uzier & Zanela.

Fábrica de Perfumes: Pedro Raposo Lopes.

Couros e Solas: Cortume Central Ltda.

Colchões e Travesseiros: Sebastião Carlos.

Fábrica de Fogos: José Benedito Romão Júnior.

Massas Alimentícias: Canata & Cia.

Lacticínios: Cooperativa de Lacticínios de Pindamonhangaba.

Fábrica de Farinha de Mandioca: Antônio Pinto Monteiro, José Augusto Mesquita. Fábrica de Aguardente: Mateus Silva.

Bancos

Agencias ou filiais de bancos no município: Banco Mercantil de São Paulo S/A, Banco do Vale do Paraíba S/A, Banco de Itajubá S/A.

Caixa Econômica Estadual

Número de depositantes: 3.566.
Montante dos depósitos: Cr$ 7.201.708,50.

Coletoria Estadual

Arrecadação em 1948: Cr$ 2.713.465,00.

Coletoria Federal

Total da arrecadação do Imposto de Renda: Cr$ 2.443.217,00.
Idem do Selo de Educação e Saúde: Cr$ 98.821,60.

Correios e Telégrafos

Classe de Agência: 1ª
Montante da ultima arrecadação: Cr$ 357.888,60.
Serviço de Reembolso Postal: Tem.
Montante da arrecadação de taxas de Reembolso Postal: Cr$ 39.813,90.
Outras Agências Postais existentes no município: Agência Postal do Bairro de Moreira César.

Estradas de Ferro

Estradas de ferro que servem o município: Estradas de Ferro Central do Brasil e Estradas de Ferro Campos do Jordão (eletrificada).

Distância entre o município e a capital: 175 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 4 horas.

Custo de passagem entre a capital e o município: Rápido: 1.ª classe: Cr$ 83,00; Expresso: Cr$ 35,00.

Número de trens diários entre o município e a capital: 7.

Estradas de Rodagem

Estradas estaduais que cortam o município: Rio-São Paulo e Pindamonhangaba-Campos do Jordão.

Distância entre o município e a capital: 177 quilômetros.

Tempo médio de viagem: 3,30 horas.

Estradas municipais que cortam o município: 248 quilômetros de estradas municipais que cortam o município em todas as direções, fazendo a ligação entre os diferentes bairros.

Transportes rodoviários: Empresa de Ônibus Pássaro Marrom, desta cidade à Capital. Empresa de Ônibus Tremembé-Pindamonhanga e Empresa de Ônibus Pindamonhangaba-Coruputuba. Existe um serviço organizado de auto lotação desta cidade à Capital e 9 Empresas de Transporte rodoviário de carga que servem o município, das quais 3 com sede nesta cidade.

Aviação

Localização do campo de pouso: A 1.800 metros do centro da cidade, rumo NO.

Número de pistas: 3.

Capacidade das pistas e tipo: Grama.

Aero Clube: Fundado em  14 de julho de 1939.

Número de aviões de treinamento: 1 Aeronca, 1 L H e 3 Paulistinhas.

Alunos inscritos: 11.

Pilotos já brevetados: 38.

Orçamento Municipal

Orçamento municipal para 1949: Cr$ 2.508.300,00.
Arrecadação em 1948: Cr$ 1.720.430,00.
Despesas em 1948: Cr$ 2.023.307,80.

Informações Político-Administrativas

Atual prefeito municipal: Professor Manuel César Ribeiro.

Vereadores municipais: Francisco Romano de Oliveira, Manuel Canuto Vieira, Aníbal Leite de Abrei, Antônio Balbo, Armando Mussab, Agostinho San Martin Filho, Armando Goffi, Otávio Oscar Campello de Sousa, Luís Correa Guimarães, José Carlos Ribeiro, Francisco Lessa Jor., Arlindo Paim, Guilherme Toledo Schmidt.

Realizações da atual administração: Ampliação, restauração e melhoria da rede municipal de estradas de rodagem, ampliação da rede de água e esgoto, instalação do serviço médico rural, com o funcionamento de postos médicos e ambulatórios nos principais bairros, mecanização dos serviços municipais, arborização e ajardinamento dos principais logradouros, reforma nos próprios municipais, etc.

Número de eleitores qualificados: 5.329.

Zona eleitoral: 90ª.

Sessões eleitorais: 13.

Número de eleitores que compareceram ao último pleito: 3.298.

Educação

Escolas secundárias: Escola Normal e Ginásio Estadual “João Gomes de Araujo”, Escola de Comércio “Dr. João Romeiro”, Ginásio Noturno de Pindamonhangaba, Núcleo de Ensino Profissional Ferroviário.

Escolas primárias: grupos escolares: Grupo Escolar “Dr. Alfredo Pujol”, Grupo Escolar “Antônio Bicudo Leme” e Grupo Escolar “Dr. Rodrigo Romeiro”. Particulares: 3; número de alunos matriculados: 2.600.

Escolas urbanas: 8 estaduais e 5 municipais.

Escolas isoladas: 29 estaduais e 4 municipais.

Alfabetização de adultos: número de cursos: 6; matriculados: 187.

Associações culturais: Grêmio “Dr. Antônio Pinheiro Jor”.

Associações esportivas: Associação Atlética Ferroviária, Associação Esportiva Industrial, São Paulo Futebol Clube, Corintians Futebol Clube, Moreira César Futebol Clube, Aero Clube de Pindamonhangaba.

Associações recreativas: Clube Literário e Recreativo, Basquete Clube.

Associação profissionais: Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel, Papelão e Cortiça de Pindamonhangaba.

Saúde

Hospitais existentes no município: 2, mantidos por instituições beneficentes.

Subvenções que recebem: municipal: Cr$ 8.000,00; estadual: Cr$ 40.000,00; federal: Cr$ 15.000,00.

Serviços de saúde: Centro de Saúde “Emílio Ribas”.

Montante da arrecadação do selo de educação e saúde no último exercício: Cr$ 98.821,60.

Informações Urbanas

Número de prédios existentes: 2.118.

Edifícios públicos: Prefeitura Municipal, Escritório da Estrada de Ferro Campos do Jordão, Fórum, Igreja, Matriz, Quartel do IIº Batalhão de Engenharia, Escola Normal e Ginásio Estadual, Núcleo de Ensino Profissional Ferroviário, Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil e da Estrada de Ferro Campos do Jordão, Estação Experimental de Produção Animal (sede), Santa Casa de Misericórdia, Hospital e Maternidade Bazin, Inspetoria Salesiana Sul do Brasil, Mercado Municipal e Cine Brasil.

Número de ruas: 59.

Número de praças: 4.

Número de jardins: 3.

Atrações turísticas: Visita à Estação Experimental de Produção Animal, à Fazenda Coruputuba e excursão ao Pico do Itapeva (2.200 metros).

Hotéis: Brasil, Palace, Central e Rio, além de 4 pensões.

Imprensa: “Tribuna do Norte”, fundado em 1882. Diretor: Dr. Paulo Emílio D’Alessandro. “Sete Dias”, fundado em 1947. Diretor: Benedito Waldomiro de Abreu.

Veículos licenciados: a motor: 397; tração animal: 1.234.

Monumento: Cascata artificial, busto do Dr. Dino Bueno , herma do Barão Homem de Melo, herma do Dr. Emílio Ribas, herma do Dr. Francisco Romeiro, herma do Dr. Cícero da Silva Prado, herma do Dr.  Antônio Pinheiro Jor. e obelisco  comemorativo ao centenário da Independência.

Serviços Públicos

Abastecimento de água: Serviço explorado pela Prefeitura Municipal.

Rede de esgoto: Serviço da Prefeitura Municipal.

Iluminação: A cargo da Cia. Força e Luz de São Paulo, que cobra Cr$ 0,50 o quilowatt.

Energia elétrica: Fornecida pela mesma Companhia, ao preço Cr$ 0,20 o quilowatt.

Telefones: Serviços da Cia. Telefônica Brasileira, com 389 aparelhos ligados.

Calçamento: A cidade tem 45.600 metros quadrados de calçamento a paralelepípedos.

Matadouro municipal: Reses abatidas em 1948: Bois: 1.675. Vacas: 1.800. Porcos: 2.907. Leitões: 340. Carneiros: 36. Cabritos: 140.

Cemitérios: Cemitério Municipal e Cemitério do Santíssimo Sacramento.

Bibliotecas: Biblioteca Pública Municipal, Biblioteca do Núcleo de Ensino Profissional, Biblioteca da Escola Normal e Ginásio do Estado.

Guarda noturna: Mantida pela população e subvencionada pela Prefeitura.

Informações Religiosas

Organização da Igreja Católica: Paróquia de N. S. do Bom Sucesso, pertencente à Diocese de Taubaté.

Obras assistenciais mantidas pela Igreja Católica: Conferência de São Vicente de Paula, Vila dos Pobres (com 38 casas), Orfanato e Casa Pia “Cônego Tobias”, Inspetoria Salesiana Sul do Brasil, Orfanato de Meninos São João Bosco, Colégio do Socorro, Associação de São Vicente de Paula e Damas de Caridade.

Organização da Igreja Protestante: Igreja Batista de Pindamonhangaba e Igreja Metodista de Pindamonhangaba.

Organização dos Centros Espíritas: Centro Espírita “Irmã Teresinha”, Centro Espírita “Caridade e Amor”, Centro Espírita “Fraternidade”.

Obras assistenciais mantidas pelo Espiritismo: Ambulatório e Albergue “Padre Zabeu”.

Informações Diversas

Médicos: Drs. Otávio Oscar Campello de Sousa, Ubaldino Antunes Oliveira, Clodomiro Marques, Paulo Emílio D’Alessandro, Caio Gomes Figueiredo, Francisco Lessa Jor., Carlos Tupiniquim.

Engenheiros: Drs. Eduardo Eisele, Demítrios Stambolos e Eynaldo Ramos.

Dentistas: Drs. José Temer, Cícero Rezende, Glorita Homem de Melo, Francisco de Assis César, Mário de Assis César, Vicente Correia Leite, Elzo Soares Nogueira, Vinícius Japiassu, Rosendo Palma.

Farmácias: Nova, Santa Teresa, São José, Santa Helena, São Judas Tadeu, N. S. Aparecida, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Santo Antônio e Coruputuba.

Laboratórios de análise: Dr. Clodomiro Marques.

Instalação de Raios X: Dr. José Temer, Santa Casa de Misericórdia de Pindamonhangaba, Hospital e Maternidade “Bazin” e Dr. Clodomiro Marques.

Teatros: Basquete Clube, com capacidade para 500 pessoas.

Cinemas: Cine Brasil, com capacidade para 1.300 espectadores. Cine Coruputuba, com capacidade para 900 espectadores. Cine Éden, com capacidade para 850 espectadores.

Corporações musicais: Corporação Musical Euterpe e Corporação Musical Coruputuba.

Conjuntos orquestrais: 2.

Grupos de amadores teatrais: 1.

Filhos Ilustres do município: Barão Homem de Melo, Dr. Emílio Ribas, Maestro João Gomes de Araújo, Senador Dino Bueno, Dr. Eloy Chaves, Ministro Leão Veloso, Pintor Monteiro França.

 ******************************************

 FONTE: https://www.migalhas.com.br/drpintassilgo

domingo, 17 de julho de 2022

ETEP 76

 


Tudo tratado e contratado,

não havia remédio nem fuga:

estranhos seres eu ia ver de perto.

 

— de tão perto que me gelava o estômago —,

 

seres imprevistos, perturbadores.

 

Já andavam próximos: escutei os sons,

suas vozes — de repente os enxerguei!

 

Eu os vi! Alguns olharam na minha direção,

uns vieram se aproximando,

achegaram-se, falaram comigo, falaram!

assentaram-se, um pediu café e conversaram,

 

conversaram comigo

com suas inocentes vozes.

 

Ah! Após, após, chegaríamos a chorar juntos,

a rir juntos e hoje em dia nos abraçamos,

 

mas naquela tarde eu ainda tinha medo

dos humanos jovens.

 

====================

Poema de Paulo Tarcizio, no livro TERRA VEGETAL – Ed. Scortecci

Foto: Divulgação

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Obrigado, Jesus


 Obrigado, Jesus. Ajoelhado, reconheço mais uma vez minha condição de criatura, diante de Você, o Criador.

Obrigado, Jesus da minha avó, que rezava todos os dias o dia todo, balbuciando orações que eu não ouvia, mas Você ouvia.

Jesus do meu pai, que deixou até hoje, entre as palmas dos coqueiros da Capela, o eco da forte voz a entoar canções, dizendo que transbordam selvas de flores e os céus se enchem de luz para entoarem louvores ao coração de Jesus.

Jesus da minha mãe que, do portãozinho de casa, viu o Amém desenhado com nuvenzinhas brancas no azul, bem acima das mesmas palmas dos coqueiros.

Jesus dos meus irmãos e irmãs, alguns já abraçados a Você no paraíso que nos prometeu, outros ainda desfrutando de Suas graças neste Vale que Sua bondade nos destinou.

Jesus das minhas filhas e dos meus netos, criados no amor ensinado por Você.

Jesus da minha esposa, que noturnamente tem para Você as derradeiras palavras antes do sono, que se aproxima e a envolve.

Você é meu irmão, que me quer

E me protege (cego sou) e guia

Pelos caminhos os meus pés.


Deixo de pensar em Você

Às vezes por tempos compridos.

E quando então me lembro

A Sua presença é enorme

E me preenche, total.


Mas se eu sou tentado a agir assim

Tão ingratamente assim,

Em parte é (me desculpe)

Culpa Sua,


Pois todas as vezes em que me lembro

De Você, que preciso de Você,

E O chamo,

Você vem,


Você vem sempre, meu irmão forte,

Meu irmão Jesus,

Meu irmão e meu Senhor.

 

 

******

Texto e foto de Paulo Tarcizio da Silva Marcondes


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Lições do Professor Alexandre

 

Professor Alexandre Machado Salgado


Bem antes de entrar para o ginásio eu já conhecia de nome o Professor Alexandre, que era tio do Seu José Salgado, farmacêutico em Coruputuba. Seu Salgado era marido de minha professora de primeiro ano, Dona Maria Amélia, e era chefe da minha irmã Ana Clara. Mas voltemos ao Professor Alexandre: os meus irmãos Pedro e Zaga, algumas séries na frente, falavam sobre a seriedade do mestre de Latim. Fui conhecê-lo pessoalmente no exame de admissão, na prova oral de Português.

Tendo sido aprovado nos exames escritos, peguei o ônibus do Seu Ciro Valentini e fui para a cidade. Aguardava na fila a minha vez de ser chamado. E ali, na escada em caracol do velho prédio do Instituto, hoje Museu, fiquei conhecendo a Catarina e a Vera, filhas do doutor João de Deus. Companheiros de apreensão, fomos chamados para a sala de exame. À mesa, aguardando a demonstração dos nossos conhecimentos, a banca formada pelos mestres: Professora Terezinha e Professor Alexandre.

Os pequenos candidatos esperavam nas carteiras a vez de se apresentarem para ler um texto e responder a três perguntas de cada examinador.  Sentado na primeira carteira, bem diante da mesa, não me contive quando vi que a Vera, sendo questionada a respeito de preposições, estava hesitando... Para fazer bonito, e pensando que os professores não estavam atentos, comecei a fazer sinais para ela, querendo contar a resposta. Fui apanhado no pulo, o olhar penetrante do Professor Alexandre me paralisando. Pediu minha ficha, olhou e me disse pau-sa-da-men-te: Muito bem, Senhor Marcondes, o senhor está querendo mostrar que sabe, não é? Pois na sua vez o senhor vai ter oportunidade de mostrar o seu conhecimento: Vou lhe fazer algumas perguntinhas extras... Gelei, vi que o professor tinha ficado vermelho, achei que ele estava com muita raiva. De repente, me deu saudade de casa, do quintal tão sossegado... Mas já era a minha vez. Li o texto para a Professora Terezinha, que me fez as três perguntas regulamentares, respondi certo, meio automático. Mudei de cadeira, agora fiquei pertinho do Professor Alexandre.

Ele me fez três perguntas. Respondi, nervoso, mas respondi certo. Só que ele não parou: continuou me fazendo perguntas, uma atrás da outra. Fui rebatendo, estava bem preparado. Foram umas dez perguntas, até que ele me disse: O senhor está dispensado, pode sair. Saí, pensando que tinha posto tudo a perder. Todo o meu esforço em estudar, ler... justo num ano em que tinha ficado doente e não pude acompanhar direito o preparatório da Dona Orlinda. Nossa Senhora, e a expectativa de Mamãe... Será que vou repetir no exame de admissão, e tudo por causa da minha bobeira, querendo fazer bonito para as meninas da cidade. Claro que o Professor Alexandre vai me dar uma nota baixa, para me castigar.

Quando o resultado saiu, estava lá a minha nota, datilografada em vermelho: dez. Foi isto: o Professor Alexandre apanhou um aluninho fazendo uma arte feia, mas castigou-o somente com a repreensão, com o olhar. E com as perguntas extras. Não abaixou a nota, respeitou a demonstração do conhecimento: colocou-se acima de sua própria irritação e me deu uma lição de justiça.

Foi meu professor de Latim por dois anos. Não encontrei dificuldade: era coroinha e estava acostumado a dialogar em latim com os padres, no ritual das missas. Na terceira série do ginásio, foi meu professor de Português: redação toda semana. Adorei, poder escrever, escrever... produzir textos que depois eram valorizados porque eram lidos pelo professor em voz alta para a classe, acrescentando comentários, sugestões... Só que eu faltava muito às aulas, estava preferindo ficar recolhido na roça, tratando da cabra, do porco, olhando os pombos... Hoje sei que aquilo era depressão, durou quase um ano. Faltei a mais de uma prova do Professor Alexandre – e ele ficava irritado com isto. Então, após perder mais uma prova, lá fui eu: Professor, faltei na prova, dá para o senhor dar outra? E ele, decidido: Muito bem, pode se sentar, aqui na primeira carteira. Tire uma folha do caderno e escreva uma carta. O tratamento é Vossa Majestade. O tema é: o cabo do guarda-chuva.

Sentei-me. Tirei uma folha. Perguntei: Professor, posso pegar o dicionário? E o Professor Alexandre ficou mais calmo de repente e condescendeu: Sim, pode. E eu escrevi uma carta ao rei, apresentando-me como humilde súdito que morava pertinho de um dos quartéis do exército do reino. Claro que o rei desconhecia as irregularidades, mas os soldados aprontavam muito – e fui discorrendo, respeitosamente. Terminei por contar que um dos militares, um simples cabo, aproveitava-se do estado geral de indisciplina e sempre saía à paisana, um janota, carregando – à guisa de acessório elegante – um guarda-chuva. A vizinhança já lhe dera o apelido de O Cabo do guarda-chuva... Foi mais uma nota dez que o Professor Alexandre me deu. Apesar de estar ainda zangado com as minhas ausências.  

Aos domingos, eu ia com o Zaga à cidade para assistir à missa na Matriz, mas não era pela missa. Missa havia em Coruputuba. É que, depois da missa, o Professor Alexandre tocava o órgão. Ficávamos sentados na penumbra da igreja – enquanto as notas musicais de Bach voavam ligeiras junto ao teto, como pombas cheias de desejo de liberdade, querendo escapar pelos vitrais...

Os anos se passaram. Perambulei. Voltei para Pindamonhangaba. Meu professor tinha se aposentado havia tempos, mas continuava, imaginem, não lecionando, mas estudando. Quase todo dia consultava livros e dicionários na biblioteca pública. Várias vezes o incomodei com consultas: Professor, como é mesmo aquele provérbio em latim... E ele, sempre calmo e atencioso, me explicava que no momento não se lembrava, mas ia pesquisar e me ligava de volta. E assim fazia, ligando e tirando minhas dúvidas. A penúltima vez em que estive com ele foi num concerto na Faculdade de Música.  Entreguei-lhe um poema em homenagem ao trabalho do mestre. Alguns dias depois, no supermercado, nós nos encontramos e ele me devolveu o poema, agora vertido para o latim: foi nosso último encontro.  Mas naquela noite na Faculdade ele me disse que professor de Português precisa dar redação toda semana. Acrescentou: Se não der para corrigir, não faz mal. Importante é dar muita oportunidade para o aluno escrever.

Quando o Professor Alexandre Machado Salgado faleceu, perdi uma referência. Senti sua falta do mesmo modo como senti a falta de Papai. Mas a falta de Papai eu senti de uma vez só, num baque. A falta do Professor Alexandre fui sentindo aos poucos, cada vez mais, cada vez que pretendia fazer uma consulta sobre latim, cada vez que queria conversar sobre literatura, sobre outros tempos, outras culturas, outras línguas...

Olho para a cidade: não vejo mais passar o meu professor, de cabelos brancos e andar tranquilo, e isto me deixa triste. Nossa cidade vai perdendo suas referências, seus marcos, os seus alicerces éticos.

Já se passaram tantos anos sem o Professor Alexandre! Mas guardei as suas lições. Aquele professor tão sisudo, severo, em mais de uma ocasião mostrou que o mestre deve sim repreender, punir quando necessário. Mas não pode continuar punindo para o resto da vida. Há o momento de superar suas irritações, zangas, por mais justas que sejam, e olhar com isenção para o aluno que está ali, diante dele, e premiar o esforço que sucede o erro.

Enquanto cumpria o seu modo coerente de viver, discretamente, ele me ensinava como deve ser um verdadeiro educador.

* * * * * * *

Texto de Paulo Tarcizio da Silva Marcondes, no livro Aconteceu na Escola, 2012.

Professor Alexandre é o segundo a contar da esquerda

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

PEQUENO OFICIO DA IMACULADA CONCEICAO




8 de Dezembro
DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA

Lembrando de meu pai Prof.Francisco Fonseca Marcondes. Lembrando da Congregação Mariana da Capela de Nossa Senhora Aparecida e São José de Coruputuba. Lembrando do Seu Chico Lucio, do Seu Antonio Ramos da Silva Filho, do Seu Irineu Ribeiro, do Seu Juquinha Gonçalves, do Seu Nico Gonçalves, do Seu Emiliano, do Seu Pedro Moreira e de todos os Congregados. E das Filhas de Maria, é do Maestro João Antonio Romão. E dos meus irmãos Francisco Carlos, José Pedro, João Bosco, que já se foram para o regaço de Jesus. Lembrando de mim e do meu irmao Zaga, que sobramos por enquanto para relembrar as músicas do Paraíso. Lembrando de minha irmã Ana Clara cantando no coro com Vera Gomes, Dulce, com as irmãs Assoni, Vali, Ivete, Maria Canedo, Verinha, Schirley, Carminha. 

Lembrando do menino que fui, do feliz e quieto menino que fui, do menino que sabia que tudo aquilo, no meio das mudanças e atropelos que viriam, se referia a pedaços de eternidade, que ficariam, que iriam durar muito além da vida daquelas honrosas pessoas.

PEQUENO OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO


MATINAS


V. Eia, entoai agora, lábios meus,
R. Glória e dons da Virgem Mãe de Deus.
V. Em meu socorro vinde já Senhora;
R. Do inimigo livrai-me, vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, ó Virgem Mãe, Senhora minha,
Estrela da manhã, do Céu Rainha.
Cheia de graça sois; salve, luz pura,
Valei ao mundo e a toda criatura.

2º coro
Para Mãe o Senhor vos destinou,
Do que mares e a terra e os céus criou.
Preservou Ele a vossa Conceição
Da mancha, que nós temos em Adão. Amém.


V. Deus a escolheu e predestinou:
R. No seu Tabernáculo fez habitar.
V. Protegei, Senhora, a minha oração;
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS

Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.

R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


PRIMA


V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, prudente Virgem destinada
Para dar ao Senhor digna morada;
Sois as sete colunas da Escritura;
Do templo a mesa foi de vós figura.

2º coro
Fostes livres do mal que o mundo espanta
E no seio materno sempre santa.
Porta dos santos; Eva, mãe da vida;
Estrela de Jacó aparecida.
Sois armado esquadrão contra o maligno;
Sede amparo e refúgio ao povo digno. Amém.

V. Ele próprio a criou no Espírito Santo
R. E a representou maravilhosamente em todas as Suas obras.
V. Protegei, Senhora, a minha oração
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


TÉRCIA


V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, áureo trono, íris de bonança,
Sarça do Horeb e arca da aliança,
De Jessé vara, velo de Gedeão,
Porta fechada, favo de Sansão.

2ºcoro
Por decoro do Filho, não podia
O labéu de Eva macular Maria;
Não devia tal Mãe, assim eleita,
Por um momento à culpa estar sujeita. Amém.

V. Eu moro no mais alto dos céus
R. E o meu trono está sobre a coluna de nuvem.
V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


SEXTA


V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, Mãe pura, templo da Trindade,
Prazer dos céus, mansão de castidade,
Éden celeste, alívio da tristeza,
Palma constante, cedro de pureza.

2º coro
Terra bendita sois, sacerdotal,
Sempre isenta da culpa original.
Cidade Santa, porta do Oriente,
De graça para nós fonte corrente. Amém.

V. Como açucena entre os espinhos.
R. Assim a minha predileta entre as filhas de Adão.
V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


NOA


V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, ó Torre de Davi armada,
De refugio Cidade reservada.
Ardendo em zelo desde a Conceição,
Prostrais a fúria do infernal dragão.

2º coro
Tendes mais que Judite, o braço ousado,
E do sumo Davi o puro agrado.
Deu Raquel ao Egito um provedor,
Maria deu ao mundo o Salvador. Amém.

V. Toda sois formosa , ó minha amada.
R. E a mácula original nunca tocou em vós.
V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


VÉSPERAS


V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Relógio de Ezequias, que atrasado
Foi, para o sol divino nos ser dado.
Em vós o imenso quis ser abatido,
Para que ao Céu fosse o mortal subido.

2º coro
Brilhando com os raios de tal sol,
É a vossa Conceição claro arrebol.
Guiai-nos, pois, calçada a serpe crua,
Ó entre os espinhos flor, piedosa lua. Amém.

V. Eu fiz nascer no céu a luz que não se apaga.
R. E cobri, como névoa, a terra toda.
V. Protegei, Senhora, a minha oração
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


COMPLETAS


V. Converta-nos Jesus, por Vosso amor,
R. E retire de nós o Seu furor.
V. Em meu socorro vinde já, Senhora;
R. Do inimigo livrai-me vencedora.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Como era no principio, agora e sempre. Amém. (No Tempo Pascal, acrescenta-se: Aleluia)

Hino

1º coro
Salve, florente Virgem ilibada,
Meiga Rainha de astros coroada.
Mais pura que os Anjos, tendes trono
À direita do Rei, em nosso abono.

2º coro
Ó Mãe da graça, nossa doce esperança,
Do mar estrela e porto de bonança.
Porta do Céu, saúde na doença,
De Deus guiai-nos à feliz presença. Amém.

V. Vosso nome, ó Maria, é como um bálsamo.
R. Muito vos amam vossos fiéis servos.
V. Protegei, Senhora, a minha oração
R. E chegue até vós o meu clamor.

OREMOS
Santa Maria - Rainha dos Céus - Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dominadora do mundo - que a ninguém desamparais, nem desprezais - ponde, Senhora, em mim - os olhos de vossa piedade - e alcançai-me de vosso amado Filho - o perdão de todos os meus pecados - para que, - venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, - consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança - por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo - Senhor Nosso - que com o Pai e o Espírito Santo - vive e reina, em unidade perfeita - DEUS -  pelos séculos dos séculos. – Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.
R. E chegue até vós o meu clamor.
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Demos graças a Deus.
V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.
R. Amém.


DEPOIS DO OFÍCIO


Aceitai, ó Virgem, esta devoção
Em louvor da vossa pura Conceição.
Sede-nos na vida, defensora e guia;
Sede-nos alento em nossa agonia,
Ó Mãe de bondade, ó doce Maria.


Antífona:

     Esta é a Virgem admirável, na qual não houve nódoa original, nem sombra do pecado.

V. Na Vossa Conceição, ó Virgem, fostes Imaculada.
R. Rogai por nós ao eterno Pai, cujo Filho destes ao mundo.

OREMOS
Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem - preparastes ao vosso Filho uma digna morada - nós vós rogamos - que - pois - em virtude da previsão da morte do mesmo Vosso Filho, - a preservastes de toda a mancha - também nos concedais que - purificados por sua intercessão - chegamos à Vossa Divina Presença, - pelo mesmo Jesus Cristo - Nosso Senhor - Amém.

*************************************

.